sábado, 4 de julho de 2015

EXPOSIÇÃO - 06 DE JULHO DE 2015

TEXTO DE ABERTURA - ARTE E PALAVRA

EXPOSIÇÃO A SER REALIZADA NO ESPAÇO CULTURAL RITA MARIA, NO SEGUNDO PISO DA RODOVIÁRIA DE FLORIANÓPOLIS.

HORÁRIO: 19:00H
DATA: SEGUNDA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2015 

A MESMA PERMANECE ABERTA AO PÚBLICO ATÉ O DIA 30 DE JULHO
HORÁRIO DE VISITAÇÃO: DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA DAS 09:00H ÀS 12:00H E DAS 14:00H ÀS 18:30H.

MILKA PLAZA:
O TRABALHO DE MILKA PLAZA FAZ PARTE DE UM ESTUDO QUE RELACIONA A LINGUAGEM VISUAL COM A VERBAL. ARTISTAS QUE VEM PESQUISANDO ESSA LINHA E QUE A TEM INSPIRADO SÃO HAROLDO E AUGUSTO DE CAMPOS, JULIO PLAZA, PAULO LEMINSKI, DÉCIO PIGNATARI E ARNALDO ANTUNES. FORAM REALIZADOS OBJETOS EM TERRACOTA EM QUE ESTÃO INSERIDAS PALAVRAS E POEMAS.  FOI REALIZADA A COLAGEM DE FOLHAS EM CERÂMICA E COLADAS NAS TELAS, SENDO QUE ALGUMAS DELAS ESTÃO PINTADAS COM ACRÍLICO. A PRIMEIRA SÉRIE É VERMELHA E SIMBOLIZA A FÁBRICA DA PALAVRA “PALAVRA”. TRATA-SE DE UMA METÁFORA AO MOMENTO EM QUE O HOMEM SE APROPRIA DO ALFABETO PARA CRIAR SEUS PRÓPRIOS TEXTOS. A SERIE “À PROCURA DO EQUILÍBRIO” É FORMADA POR TRÊS TELAS QUE SÃO FIGURATIVAS E QUE COMPÕEM POEMAS CONCRETOS. ESTES POEMAS SEGUEM O DESENHO REALIZADO COM A COLAGEM DE PÉTALAS EM TERRACOTA. O POEMA FOI ESCRITO COM TINTA ACRÍLICA EM QUE  UMA LETRA FOI PINTADA EM CADA PÉTALA. EXISTE TAMBÉM A SÉRIE “ A PALAVRA NA PEDRA” EM QUE MILKA ESCREVE EM ARGILA, PEDRA E PINTA FIGURAS EM ALUSÃO  À SIMBOLOGIA UTILIZADA PELOS POVOS ANTIGOS PARA SE COMUNICAR.

ISADORA AZEVEDO:
O PROCESSO PELO QUAL AS ÁRVORES PASSAM COM A CHEGADA DO FRIO - SOBRETUDO, A TROCA DE FOLHAS, DIALOGA COM O RECOLHIMENTO HUMANO, O ENCURVAMENTO, O ENRIGECER DO CORPO SOMADO AO AFASTAMENTO CONTEMPLATIVO. NAS CONVERSAS ENTRE AS ARTES VISUAIS E A LITERATURA, DORA AZEVEDO BUSCA REFERÊNCIAS EM LYGIA CLARK, LYGIA PAPE, FERREIRA GULLAR, CLARICE LISPECTOR, HÉLIO OITICICA E PAULO LEMINSKI. A ARTISTA PROCURA A ABERTURA DA OBRA AO PÚBLICO A PARTIR DO ACOLHIMENTO DO ESPAÇO EXPOSITIVO, AO INVÉS DO ISOLAMENTO PROPORCIONADO PELO INVERNO. TRABALHOS  COMO "INTER/ROMPIDO" E "A QUEDA" PARTIRAM DAS FOTOGRAFIAS EXPOSTAS, QUE SE DESDOBRARAM EM OUTROS ELEMENTOS, COM OU SEM TEXTOS VERBAIS. HÁ TAMBÉM TRABALHOS COMO "MUDA DE GIRASSOL", EM QUE O PROCESSO DE CRIAÇÃO PARTIU DAS PALAVRAS RUMO AO ENCONTRO COM  AS IMAGENS.

Liane Oleques:
O ato de recordar se configura não somente no ato de reviver, mas também no ato de repensar com imagens as experiências passadas. O trabalho de Liane Oleques chama atenção para os elementos simbólicos da infância vivida na fazenda de sua avó. Estes elementos representados por ossos, roupas e paisagens, constituem lembranças fragmentadas de objetos que não mais existem, vinculados a história e simbologia daquele local, integrando suas atividades e sua estética. Os ossos foram o ponto de partida para resgatar memórias da infância, pois com eles davam-se brincadeiras onde os ossos achados no campo tomavam outras funções. A linha do bordado se configura aqui em contorno e forma para o desenho no pano e vai se apropriando dos espaços, formando cheios e vazios.

IMAGENS DA EXPOSIÇÃO










IMAGENS DA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO